É um procedimento similar ao da escleroterapia liquida, porém realizado com um dos agentes esclerosantes (polidocanol) sob a forma de espuma densa (a consistência fica parecida a de uma espuma de barbear).
Essa consistência de espuma é produzida pelo próprio médico, alguns segundos antes da sua injeção dentro da veia, através da mistura do polidocanol com o ar ambiente, através de um sistema com duas seringas e uma torneira de 3 vias.
Na sua forma liquida, o polidocanol é inativado pelo sangue e tem dificuldade em gerar a destruição do vaso que buscamos. Já sob a forma de espuma, as bolhas de ar que estão ali misturadas vão esvaziar a veia e aumentar o contato do esclerosante com a parede do vaso, aumentando a eficácia do procedimento.
Indicações da espuma e desvantagens
O procedimento pode ser realizado em todos os tipos de vaso, dos mais fininhos aos mais calibrosos, inclusive na veia safena. Em alguns casos pode ser uma boa alternativa à procedimentos cirúrgicos e eficaz no fechamento de úlceras de longa data. No tratamento das veias mais calibrosas o procedimento é feito sempre com o auxilio do Ultrassom.
Por ser utilizada uma substância potente, o tratamento com espuma tem maior chance de gerar manchas (hiperpigmentação) no trajeto da veia que foi tratada, pela formação de pequenos coágulos de sangue. Alguns desses coágulos precisam ser drenados para a melhora do resultado. Mas atenção: isso não significa que todo procedimento com espuma trará manchas! Em algumas situações é uma excelente escolha de tratamento.
O aparecimento das manchas vai depender de alguns fatores relacionados ao fototipo de pele do paciente e características pessoais (por exemplo, pacientes que já tem melasma tem maior chance de apresentar hiperpigmentação com uso da espuma). Por isso, a avaliação médica antes do procedimento com um Cirurgião Vascular capacitado é tão importante. Não deixe de tirar suas dúvidas e curiosidades a respeito de cada procedimento que for indicado para você!